Saiba aqui os principais motivos para o atraso na fala das crianças.

Talvez você não saiba, mas a comunicação não é unicamente restrita a nossa fala. Por esse motivo, é possível se comunicar seja por gestos, sons que emitimos com a nossa voz, olhares e, até mesmo, pela nossa risada. O mesmo acontece também com os bebês, que já no seu primeiro ano de vida começam a pronunciar as suas tentativas de palavras, como “papai” e “mamãe”. No segundo ano, é normal a criança formar frases inteiras e, aos três, orações completas e que podem ser compreendidas por outras pessoas que não façam parte do circulo de convivência da criança. Quando completados os cinco anos, é necessário que a fala já aconteça com fluência e sem dificuldade, já que o padrão da linguagem é muito semelhante ao de um adulto. Porém, é possível que, apesar da teoria estar voltada para essa definição, aconteçam alguns retardos durante a aquisição da comunicação e da linguagem, podendo o marco científico ser aos dois anos e seis meses. Uma vez que os pais percebam e desconfiem dessa dificuldade, o mais indicado por especialistas é que se busque ajuda de pessoas que possam identificar os motivos de tal atraso. Isso é fundamental uma vez que todas as crianças possuem o mesmo ritmo em seu desenvolvimento e, com a intervenção precoce antes dos três anos, os resultados oferecidos podem ser mais rápidos. Por isso a necessidade, nesse caso, de um acompanhamento devido de um médico e de uma terapia com fonoaudiólogo.

Crianças e a Fala

Com as dificuldades enfrentadas pelas crianças em relação à fala, há a possibilidade de que a mesma enfrente diversos problemas futuros, como a frustração em atingir o seu potencial. Há uma crença entre a sociedade de que cada criança possui o seu tempo e, caso não desenvolva a fala antes da idade de três anos, é importante esperar.

Para os especialistas no assunto, todavia, esse tempo precioso é considerado como não aproveitado. A janela de linguagem de uma criança é extremamente intensa no período entre 0 e 18 meses, já que os neurônios estão em pleno crescimento e formando as suas conexões. E, a partir dos quatro anos, a resposta para isso é mais lenta. Nesse sentido, volta-se a lembrar que a comunicação tida como não-verbal também deve ser observada. Isso porque, mesmo sem emitir a fala, é importante avaliar se a criança tenta se comunicar de outras formas: mímica, expressão das emoções, dedos apontados, entre outros.

Uma vez identificado um problema no desenvolvimento da fala, é exigida a atuação de especialistas. Por isso, antes de iniciar uma intervenção com o bebê, são realizados diversos exames clínicos em que se descarta, em um primeiro momento, problemas auditivos, psiquiátricos ou genéticos.

Transtorno de Desenvolvimento de Linguagem

Depois de feitos todos os exames clínicos e descartadas todas as possíveis patologias que envolvem o desenvolvimento da fala e do vocabulário, é possível enquadrar a criança dentro de uma situação que é muito comum e leva como estimativa diversas razões diferentes, como falta de tratamento adequado e as condições socioeconômicas da criança.

Porém, há ainda aqueles casos que possuem um diagnóstico relacionado ao distúrbio da linguagem. A estimativa é de que 7% até 10% de toda a população infantil com idade de 1 a 5 anos possui uma boa compreensão, audição e suas funções cognitivas bem preservadas. Contudo, as mesmas não desenvolvem a sua linguagem bem como o esperado, devido a um distúrbio que é chamado de Transtorno de Desenvolvimento de Linguagem, o TDL.

Muitas vezes, os pais não conseguem distinguir os sintomas, uma vez que o TDL e os atrasos na fala possuem as mesmas situações típicas. Assim, somente alguém preparado pode chegar a um diagnóstico. Com intervenção de até seis meses, é possível que a linguagem da criança já comece a despontar, caso seja somente um atraso comum. A resposta a esse tratamento já direciona também se esse atraso é algo temporário ou se configura em um distúrbio mais específico e que necessita de intervenção e acompanhamento por alguns anos.

Por isso, é importante salientar que o TDL é considerado um problema crônico e para toda a vida, sendo possível a inclusão do indivíduo na sociedade após uma intervenção correta. Qualquer que seja o caso, os especialistas possuem como indicação de que a criança seja matriculada na escola para o contato com as atividades pedagógicas e com outras crianças. Por meio de estímulos, como as brincadeiras, a envolvida terá melhor auxílio para o desenvolvimento da lingüística, servindo como uma base cognitiva. Assim, logo que identificado o seu aprendizado em um ambiente que não seja o do contexto terapêutico, é possível notar um indício de que a dificuldade de fala seja somente um atraso e não um distúrbio propriamente dito.

Kellen Kunz


Quando o assunto é a saúde e a segurança dos filhos, muitos pais ficam cheios de dúvidas. 

Confira abaixo 5 dicas do médico pediatra Abelardo Bastos Pinto Junior  sobre saúde infantil com a finalidade de orientar os pais: 

1 – O primeiro cuidado deve ser antes mesmo da criança nascer. Um bom pré-natal iniciado no início da gravidez leva a um parto saudável, além de ajudar a prevenir e descobrir doenças com antecedência; 

2 – Amamentação adequada: o leite materno deve ser o único alimento do bebê nos primeiros meses de vida. Somente a partir dos seis meses é que devem ser introduzidos na dieta as frutas e os legumes;

3 – Não esqueça de cuidar sempre da higiene. Estimule o hábito do seu filho lavar as mãos. Outra coisa importante é nunca deixar a criança em ambientes confinados, com presença de poeira, que podem ser agravados em casos de alergias e infecções respiratórias, principalmente durante o período de inverno;

4 – Nunca deixe de seguir o  calendário de imunização e acompanhar o cartão de vacinação da criança. Lembre-se que do 0 aos 3 anos, há a maior concentração de vacinas, que são fundamentais na prevenção de doenças; 

5 – A prática de esportes é fundamental para o crescimento saudável. Dessa forma, favorece o condicionamento físico e mental, além da criança relacionar-se melhor com o meio e alimentar-se melhor também. Na opinião do pediatra, os esportes aquáticos, de baixo impacto, são mais indicados e mais completos.

Por Thaís Cortez 





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