A partir de agosto, o Brasil começará a testar o remédio que visa prevenir a infecção pelo vírus HIV. A pesquisa será feita pelo Centro de Referência e Treinamento DST-Aids, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pela Fundação Oswaldo Cruz.

Os pesquisadores acompanharão 400 voluntários homens que se relacionam com travestis e com outros homens, durante um ano.

O medicamento a ser testado é o Truvada, esse medicamento é usado no Brasil durante o tratamento da doença, mas ainda não é adotado como um tratamento preventivo. Já nos Estados Unidos, o Truvada é usado tanto para prevenir quanto para tratar a doença.

De acordo com a infectologista Brenda Hoagland, o objetivo é testar o medicamento com voluntários que estão mais vulneráveis a adquirir a doença, assim, o estudo demonstrativo será feito e posteriormente o uso do comprimido como prevenção poderá ser autorizado no Brasil. Ela também esclareceu que o remédio não visa substituir o uso de preservativos, pois ele não tem ação sobre outras doenças sexualmente transmissíveis.

Uma pesquisa feita anteriormente mostrou que o Truvada é capaz de reduzir de 43% a 94% a chance de infecção pelo vírus, tudo depende da adesão da pessoa ao tratamento.

Por Jéssica Posenato


Novo governo, velhos problemas. Até onde vai o descaso com a saúde pública no Brasil?  O velho e costumeiro desabastecimento das farmácias que atendem a população carente e necessitada volta a assombrar os pacientes. E o pior é que são remédios importantíssimos utilizados por milhares de pessoas no tratamento de doentes com infecções graves, como as causadas pelo HIV.

As queixas estão sendo constantes. Em várias partes do país quando não falta o medicamento, existe a falha na entrega dos mesmos aos pacientes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia – Regional do Distrito Federal não existe justificativa plausível para esse desabastecimento e salienta que o fato de substituir medicamentos importantes na maioria das vezes, além de causar uma série de reações adversas, acaba levando o paciente a abandonar o tratamento.

Na opinião de Dirceu Greco do departamento de DST – Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o que existe é uma sucessão de problemas e atrasos que foram somados.

Greco afirma que estes problemas não tem se tornado rotina e garante que o problema está sendo solucionado e que a situação se normalizará em breve.

Os pacientes com HIV esperam para ver.

Por Alberto Vicente





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