Transtorno do Espectro Autista (Autismo) – O Que é, Sintomas



Confira aqui mais detalhes sobre o Transtorno do Espectro Autista (Autismo).

Com toda certeza, você já ouviu falar do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em outras palavras, sobre o autismo. Este é um transtorno neurológico que possui algumas características específicas, tais como, comportamento diferenciado e repetitivo, além de uma necessidade maior em não realizar interações sociais. Muito visualizada enquanto criança, 1 entre 160 novas crianças possui o TEA, além de ser mais comum em meninos do que em meninas.

Por afetar principalmente a comunicação, existem algumas terapias específicas para reduzir os danos deste transtorno em quem o possui. Afinal, o mesmo não possui cura. Apesar disso, existem pessoas que vivem normalmente com o autismo e outras, necessitam de acompanhamento por parte da vida ou a vida toda.



O que, de fato, é o TEA?

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento neurológico que se apresenta desde o nascimento do indivíduo e permanece com ele por toda a vida. Por não possuir uma cura, a medicina desenvolveu uma série de terapias para auxiliar o melhor desenvolvimento dessas pessoas, a fim de auxiliá-las a viver da melhor maneira possível em sociedade.

Em muitos casos, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, grande parte dos pacientes com autismo apresentam outros problemas associados. O transtorno de déficit de atenção e a hiperatividade (TDAH) são as mais comuns, além de epilepsia, ansiedade e depressão.



Ainda que este transtorno seja um pouco preocupante, alguns indivíduos se dão muito bem com a sua presença. É importante lembrar que existem casos mais difíceis, onde o paciente tem dificuldade e responder positivamente aos estímulos realizados e outros mais simples, onde o indivíduo consegue obter uma vida praticamente normal após as terapias.

Nos casos positivos, parte dos indivíduos apresentam a Síndrome de Savant, que é caracterizada pelas altas habilidades como facilidade de realizar cálculos, boa comunicação e criatividade aflorada. Porém, o Savantismo, como também é conhecida a Síndrome, é comum em apenas 10% dos casos.

Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) acontece?

Não há completa certeza de como o Transtorno do Espectro Autista acontece, mas fatores genéticos e ambientais é o grande palpite dos médicos. O comportamento humano desencadeia diversos atributos para o transtorno e as infecções e o uso de medicamentos, principalmente no período da gravidez podem ser os grandes feitores do TEA.

Tempos atrás, o autismo foi associado às vacinas de sarampo, caxumba e rubéola. Porém, após algumas análises profundas nos estudos que indicavam as causas, foi compreendido que haviam erros graves nas pesquisas, logo, esta associação foi descartada.

Sinais e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Alguns sinais podem ser identificados nos indivíduos com TEA de forma simples, apenas observando seu comportamento, principalmente, enquanto criança. Dentre eles estão:

  • Não aceitar o contato físico;

  • Não responder ao seu nome;

  • Interesses incomuns;

  • Desconforto com sons mais altos;

  • Preferência por objetos do que por pessoas;

  • Ausência de contato através do olhar;

  • Perda de habilidades já conquistadas.

Para que a criança autista possa se desenvolver da melhor maneira possível, principalmente, dentro da sociedade que vive, há uma série de terapias que são realizadas para os estimularem. Entre as mais comuns estão a fonoterapia, terapia comportamental e o acompanhamento psicológico. Em todos os casos, é imprescindível que a terapia seja realizada por um profissional de saúde qualificado. Quanto mais cedo começar, melhores podem ser os resultados.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus direitos

O indivíduo autista é considerado uma pessoa com deficiência pela justiça, portanto, há uma série de direitos reservados para essas pessoas. De acordo com a Lei Nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista institui que:

I – a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer.

II – a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração.

III – o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:

a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;

b) o atendimento multiprofissional;

c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;

d) os medicamentos;

e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.

IV – o acesso:

a) à educação e ao ensino profissionalizante;

b) à moradia, inclusive à residência protegida;

c) ao mercado de trabalho;

d) à previdência social e à assistência social.

Ainda de acordo com a Lei Nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020, chamada de Lei Romeo Mion, o indivíduo com Transtorno do Espectro Autista tem direito à Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Essa carteira é gerada de forma gratuita e tem como principal objetivo, garantir a esses indivíduos uma atenção redobrada em pronto atendimentos, bem como prioridade para serem atendidos em unidades públicas e privadas.

Juliana Almeida

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