Arenavírus – O Que é, Sintomas, Tratamento





Confira aqui mais detalhes sobre o Arenavírus.

Após mais de 20 anos sem casos no Brasil, foi registrado no último dia 11, um caso da doença no interior de São Paulo. A doença levou a morte um homem de 53 anos e trouxe um alerta para as principais manchetes do país.

Segundo comunicado feito pelo Ministério da Saúde, a vítima nasceu em Sorocaba e passou por hospitais de São Paulo, Eldorado, no Vale do Ribeira e Pariquera-Açú. A confirmação da doença foi feita pelo Hospital das Clínicas e pelo Instituto Adolfo Lutz, localizados na capital paulista.




Porém, especialistas informam que apesar de ser uma doença letal, o arenavírus (febre hemorrágica) é uma doença rara e não há necessidade de pânico.

De acordo com João Renato Rebello Pinho, patologista do Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein, a doença não é comum e os últimos casos foram registrados na década de 1990, em casos isolados.


Mas afinal, o que é o arenavírus?

O arenavírus é um tipo de Febre Hemorrágica, altamente letal e rara, provocada pelo vírus Arenaviridae.

Quais são os principais sintomas?

O vírus fica encubado de 6 à 14 dias, em alguns casos pode variar de 7 a 21 dias após a infecção. Depois desse período, os sintomas começam a aparecer. Veja quais são os principais sintomas:

  • mal estar, febre e dores musculares
  • manchas vermelhas pelo corpo
  • dores no estômago, garganta e atrás dos olhos
  • tonturas, dor de cabeça e sensibilidade a luz
  • constipação (prisão de ventre)
  • sangramento das mucosas, boca e nariz
  • em alguns casos, com a evolução da doença, pode ocorrer sonolência, confusão mental, convulsão e alterações de comportamento

O que causa o Arenavírus?

A transmissão pode ocorrer por meio da inalação de aerossóis formados pelas fezes, urina e saliva de roedores infectados.

O contágio também pode ocorrer de pessoa por pessoa, devido a contato próximo e prolongado ou em ambiente hospitalar, quando não utilizado equipamentos de proteção ao ter contato com urina, fezes, vômito, saliva, sêmen, sangue e outras secreções.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do arenavírus (febre hemorrágica) é realizado por meio de algumas técnicas como: por isolamento viral em cultura de células e ratos recém nascidos, detecção do genoma viral pelas técnicas de RT-PCR, sequenciamento do genoma viral parcial ou total e detecção de anticorpos da classe IgM por meio do ELISA (Ensaio Imunoenzimático).

Como se prevenir do Arenavírus (Febre Hemorrágica)

Para se prevenir é necessário evitar o contato com roedores silvestres (ratos), encontrados em regiões de mata e áreas urbanas.

Já os profissionais na área da saúde devem redobrar os cuidados, sendo necessário o uso de equipamentos de proteção individual, tais como:

  • máscaras N95
  • luvas
  • gorros
  • aventais descartáveis e óculos de proteção

É muito importante que após o contato com pacientes, seja feito à desinfecção das mãos.

Como deve ser feito o tratamento?

Não há um tratamento específico com remédios que possam eliminar o vírus. Os médicos buscam amenizar os sintomas.

Quais medidas estão sendo tomadas por órgãos responsáveis?

A Organização Mundial da Saúde já foi notificada pelas autoridades brasileira. Também foram encaminhadas amostras do vírus para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos. Órgão responsável por pesquisar agentes infecciosos com agilidade e segurança.

Além dessas medidas, os especialistas brasileiros estão observando os profissionais da saúde e os familiares do homem de 53 anos que veio a óbito devido a doença.

Havendo mais casos registrados, as autoridades irão divulgar para a população .

Fique atento e caso haja algum dos sintomas relacionados, você deve procurar imediatamente o serviço de atendimento médico. É importante também mencionar se houve histórico de contato com pessoas doentes, roedores silvestres, viagens recentes, idas à fazendas e parques.

Caso tenha dúvidas, você pode entrar em contato no telefone do disque saúde 136, e obter maiores informações.

Por Erika Balbino



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