Vírus do HIV é Eliminado de Animais Vivos





Cientistas americanos conseguem eliminar vírus de ratos infectados.

Uma boa notícia foi divulgada no que diz respeito à saúde. Isso porque os cientistas das universidades de Nebraska e Temple, nos Estados Unidos, conseguiram eliminar pela primeira vez do genoma de animais vivos um vírus que é responsável pela Aids.O estudo, que contém todo o experimento realizado, foi compartilhado na última terça-feira, dia 2 de julho, em forma de artigo em uma importante publicação na área, a “Nature Communications”. A pesquisa mostra que, através de um tratamento que combina uma série de medicamentos e a edição genética, é possível eliminar de vez a presença do HIV-1 em ratos que foram infectados por esse vírus.

Aids: o que é?

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida popularmente como Aids, é uma enfermidade do sistema imunológico humano e é o resultado de uma infecção pelo vírus HIV.




Diariamente o organismo reage ao ataque de vírus, bactérias e micróbios, servindo o sistema imunológico como uma espécie de barreira composta de milhões de células com diferentes funções sob a responsabilidade de garantir a melhor defesa para manter o corpo funcionando. De uma forma geral, a Aids se caracteriza pelo enfraquecimento da imunidade do corpo, com o aparecimento de diversas doenças como câncer e tuberculose, em casos mais extremos, até um simples resfriado.

Apesar de não ser uma sentença de morte, ser diagnosticado com Aids requer uma série de cuidados para que a doença não interfira na qualidade de vida do soropositivo. Por isso, é necessário utilizar corretamente as medicações indicadas e seguir recomendações do médico. Vale lembrar que ter o vírus HIV e ter Aids não são a mesma coisa. Atualmente, muitos soropositivos vivem sem que apresentem qualquer sintoma da doença. Porém, ainda assim podem transmitir esse vírus para outras pessoas, por meio de relações sexuais, transfusão de sangue, amamentação, gravidez e materiais que cortam ou perfuram a pele e que sejam compartilhados.


Entenda melhor sobre o tratamento

Para entender um pouco mais sobre o tratamento, é importante fazer entender que a edição genética foi incorporada em uma variação da terapia antirretroviral, sendo ela tanto de Lenta Efetividade como de Longa Duração (em inglês, chamada de “Laser Art”). Por meio da combinação dessas terapias, foi possível a eliminação completa do HIV em, pelo menos, um terço de todas as cobaias utilizadas.

Para impedir que os genomas abrigassem o vírus, a equipe precisou recorrer a uma tecnologia que exercia o papel de terapia nos genes, a Crispr-Cas9. Essa, porém, não conseguiu eliminar sozinha toda a infecção por HIV. Por isso a importância dos medicamentos que já são utilizados para o controle da doença. Sendo assim, os mesmos foram manipulados para que fossem absorvidos pelas membranas celulares de forma mais lenta, acompanhando todo o ciclo realizado pelo HIV. Vale lembrar que, pela observação no estudo, as técnicas não conseguiram acabar com a infecção de forma individual, sendo necessário que fossem realizados em uma sequência. Unidos, os processos caminham juntos de maneira a extinguir a reprodução de vírus, eliminando completamente todo o DNA viral apresentado pelas células.

Próximos passos: e agora?

De forma a confirmar que não havia mais resquícios do vírus, foi necessário que os cientistas inserissem células imunológicas presentes nos animais que estiveram no tratamento em ratos saudáveis e que não tiveram registro de contaminações por HIV.

Apesar de ser um estudo muito recente e apenas um pequeno passo rumo à cura da Aids, os pesquisadores sabem que possuem ainda um longo caminho para chegar à uma maior conclusão sobre o assunto. Com isso, os planos são de que, dentro de um ano, haja testes clínicos com primatas e, caso o modelo mostre a sua eficácia, igualmente em pacientes humanos.

Atualmente, os tratamentos apresentados contra o HIV utilizam a terapia antirretroviral, a TARV. Essa consegue eliminar que o vírus se replique, unicamente, não o eliminando por completo. Quem utiliza o tratamento precisa realizá-lo por toda a sua vida, sem interrompê-lo. Caso isso seja feito, o efeito é de rebote, aumentando os riscos já apresentados pela Aids.

Kellen Kunz

Compartilhar:


Quer deixar um comentário?

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *