Remédios para Hipertensão recolhidos pela Anvisa 2019





Medicamentos deverão ser recolhidos devido à presença de Nitrosamina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última quinta-feira (09/05) uma lista contendo 180 lotes de medicamentos para o tratamento de hipertensão arterial (pressão alta), que precisaram ser recolhidos por causa de amostras consideráveis de impurezas ligadas ao aumento do risco de câncer. As “sartanas”, que são princípios ativos presentes em medicamentos como losartana, valsartana, candesartana, olmesartana e irbersartana, estão com a fabricação, a importação, a comercialização e a distribuição temporariamente suspensas em todo o território nacional.

A substância cancerígena

A nitrosamina é um elemento encontrado nos medicamentos, que está presente em nossa vida nos mais diversos alimentos, como nas carnes processadas e defumadas, nas verduras frescas e até mesmo na água. Dessa forma, a presença do componente em pequenas quantidades não oferece risco à saúde humana. No entanto, ela não poderia ser encontrada em medicamentos sob nenhuma hipótese, pois o uso prolongado está diretamente relacionado à maior incidência de tumores malignos. Os resultados dessa exposição em longo prazo podem levar doenças que são consideradas gravíssimas.




A fiscalização da Anvisa

Essa medida de recolhimento de lotes de alguns tipos de medicamentos está sendo estabelecida também em outros países desde julho de 2018, por meio de órgãos como a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos da América (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), por exemplo. A atitude tem o objetivo de fiscalizar as empresas farmacêuticas, com a finalidade de garantir a qualidade dos produtos, em prol da segurança e da saúde da população.

No Brasil, foram determinadas quatorze suspensões de três componentes de dez fabricantes internacionais, além da fiscalização de todas as empresas responsáveis pela fabricação dos “sartanas” no país. Até o momento, vinte e nove farmacêuticas e cento e onze medicamentos foram verificados. Além disso, aproximadamente 180 lotes de medicamentos foram recolhidos.


Eu faço uso de algum desses remédios. Como resolver isso?

Se você precisa algum desses fármacos que foram citados anteriormente, a primeira coisa a se fazer é verificar quais lotes foram confiscados. A lista trazendo essas informações está disponível no site da Anvisa. Mesmo que a sua medicação faça parte dos lotes que devem ser retirados do mercado, você não precisa interromper o uso sem supervisão médica. Os “sartanas” são responsáveis pelo controle da pressão arterial e a suspensão do uso sem orientação adequada pode acarretar em consequências imediatas ao paciente, como derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal, podendo provocar até óbito no paciente. Por isso, é importante procurar um profissional que irá prescrever o medicamento adequado às suas necessidades.

Tenho um medicamento desses lotes em uso. Devo interromper o uso imediatamente?

Caso já tenha ingerido alguns comprimidos dos lotes verificados, fique despreocupado: o risco se apresenta em ingerir as pílulas ininterruptamente por um período significativo. Segundo o próprio portal da Anvisa, “autoridades europeias calcularam que o risco de câncer associado ao consumo contínuo do medicamento é de 0,00017%, ou um caso para cada grupo de 6.000 pessoas. Portanto, o risco é muito baixo e está associado ao consumo diário e contínuo, em altas doses e por um longo período”.

Dessa forma, por mais que a nitrosamina encontrada no medicamento tenha ligação com casos de câncer, o paciente deve procurar orientação profissional para substituí-lo sem causar risco a sua saúde imediata. O paciente nunca deve descontinuar o uso de um medicamento sem a supervisão de seu médico. Ele saberá quais outros medicamentos equivalentes possuem os mesmos princípios ativos e podem ser receitados para você.

Cuidar da sua saúde é essencial! Se você sabe disso e quer continuar informado sobre o assunto, fique de olho em nosso site! Compartilhe este texto também em suas redes sociais para alertar seus conhecidos sobre a medida da Anvisa em relação aos medicamentos para hipertensão.

Gabriela Pilegi Teixeira



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